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Os cuidados e a atenção necessários ao Idoso
Canal: Notícias       Data: 25/08/2014

A atenção ao idoso no ambiente familiar se torna um desafio para muitos. Na hora de recorrer aos serviços possíveis, é necessário estar atento não só a quem contratar, mas também ao que o idoso, de fato, precisa.

 

O aumento da proporção de idosos na população é uma tendência mundial. Entre 2000 e 2050, a porcentagem de pessoas com 60 anos ou mais no planeta passará de 11% para 22%, projeta a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os idosos são 11% (22 milhões) da população. 

 

Estimativa da OMS é que o País seja o sexto em número de idosos em 2025, com a 32 milhões de pessoas. “Estamos falando de uma população com um potencial de crescimento muito grande e rápido”, espelha o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), João Bastos Freire Neto.

 

É um processo de transição demográfica. “O termo revolução se encaixa bem porque a gente tem que se adequar a essas novas condições e necessidades”, afirma João. Não houve preparo para essa situação e a repercussão alcança todas as áreas: previdência, acessibilidade, saúde, lazer. E na sua família isso também pode ter implicações.

 

O geriatra e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Charlys Barbosa Nogueira, é enfático: o melhor lugar para estar, se cuidar e se tratar é em casa. “Ir para uma instituição é exceção”.

 

Em Fortaleza, os serviços ainda são em número reduzido. “É um mercado pequeno, são poucas opções, a maioria voltada para a iniciativa privada e algumas filantrópicas. Diferente do que se constata na região Sul, onde se tem mais instituições, uma população com poder aquisitivo maior e pessoas que vislumbraram esse mercado e investem”, compara João Bastos.

 

No cuidar do idoso, todas as atenções são necessárias. A imagem que prevalece, segundo o presidente da SBGG, é de depósitos de pessoas, embasada pelas repercussões na imprensa de asilos no País nas décadas passadas: “Em 2000 ou antes, houve uma difusão de um local onde idosos moravam e eram maltratados. Esse tipo de imagem é a que marca e fica”.

 

Nas famílias que precisam recorrer a um serviço de acompanhamento profissional fora de casa, os especialistas sugerem cuidados, como discutir com o médico que acompanha esse idoso. “O papel do familiar é dar opções. Perguntar se quer conhecer, visitar. Se está notando que ele não está satisfeito em casa, você pode apresentar. Se ele está satisfeito, vivendo plenamente, porque ia sair?”, questiona João Bastos.

 

O geriatra orienta ainda fazer uma visita por vários dias. “Esse processo tem que ser bem lento, observando o que é feito e o que não é feito, conhecer a dinâmica, o responsável técnico. Buscar ainda referência e opinião de outros familiares das pessoas que estão morando lá. Mas não pode deixar de ir conhecer o dia a dia”, sugere.

 

O professor de geriatria da UFC reforça que, uma vez precisando da instituição, se recorra a estruturas adaptadas e profissionais adequados, para socializar e reabilitar o idoso. “Que vislumbrem qualidade de vida adequada e possam voltar para sociedade”, orienta.

 

“Se a gente, como governo e sociedade, pudesse identificar as necessidades daqueles mais dependentes para mantê-los em casa, com dieta especializada, trabalho fisioterápico, os custos com esses cuidados seriam menores, porque internariam menos. Estaria em casa, com a família, envelheceria com segurança, e do ponto de vista econômico é melhor”, completa.

 

O Ciência e Saúde apresenta exemplos de espaços para idosos em Fortaleza com diferentes propostas, entre centros-dia e instituição de longa permanência. Saiba quais são os objetivos e os perfis atendidos. E acompanhe o que tem sido promovido na instância pública.

 

Fonte: O Povo - http://www.opovo.com.br/app/opovo/cienciaesaude/2014/08/23/noticiasjornalcienciaesaude,3301981/saude-dos-idosos-os-cuidados-e-a-atencao-necessarios.shtml#.U_o6GDmaZic.gmail

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